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Debate • Por João Garcez - blog Terno e Gravatinha - Foto: Lucas Merçon - Fluminense F.C. • 23 abr 2018
Épico! (por João Garcez - blog Terno e Gravatinha)

Ao deixar a alma em campo e entregar seu coração à torcida, o Fluminense reviveu, na tarde deste domingo, a melhor faceta do Time de Guerreiros, iniciada há quase uma década, na arrancada milagrosa que abriu caminho para as maiores alegrias do clube neste século.

“O futebol não é feito de títulos, de números, mas de emoções. Como bons livros e filmes, times que resistem 20, 40 anos, são vencedores.”

A frase acima é de um dos técnicos mais admirados da atualidade, Pep Guardiola, cujo modus operandi faz vibrar plateias do mundo inteiro pela qualidade do jogo dos times que dirige. Todos reconhecem a sua marca.

No Brasil, equipes como Corinthians, Grêmio e Atlético-MG construíram uma identidade nos últimos tempos. O futebol pragmático mais vitorioso do clube paulista vem da Libertadores de 2012, o estilo Galo doido de jogar despontou no ano seguinte, quando o clube mineiro também arrebatou a taça mais cobiçada da América. Já o Grêmio, mais recentemente, conseguiu adotar um estilo em que alia sua histórica pegada a um futebol mais bem jogado, agradável ao público.

Mas antes mesmo do trio supracitado, o Flu já tinha o seu selo, a sua identidade. A pecha de Time de Guerreiros, iniciada na era Cuca, grudou no clube de tal maneira que passou a ser assim denominado até pelos jornais e locutores televisivos.

Da vibração de seus atletas, que doam até a última gota de suor, sem nunca desistir, o clube fez disso a sua marca desde então, período em que, não coincidentemente, embarcou nas mais emocionantes jornadas nacionais e internacionais, que conquistaram a simpatia de seus seguidores no Brasil e no exterior. Até quem não era Fluminense reconhecia naquele clube uma identidade guerreira, como muito ouvi quando estive na Argentina pela última vez, em 2011. O Tricolor tinha a admiração da maioria deles. Os argentinos, sabe-se, se identificam demais com essa escola.

Da eliminação para o Olimpia na Libertadores de 2013 deu-se, contudo, o hiato fatídico. O Flu abandonou sua marca, passou a brigar contra sucessivos rebaixamentos e, como consequência, perdeu espaço na mídia e viu sua torcida se divorciar do time. Já não mais o reconhecia.

Mas a vitória monumental sobre um dos maiores elencos do país, épica pelas circunstâncias (uma entrada grosseira e injustificável de Gilberto em Sassá deixou o time com dez desde os primeiros minutos), fez lembrar o Time de Guerreiros em seus melhores dias, foi como um resgate do selo, que teve o reconhecimento de milhares de tricolores, que comemoraram o triunfo histórico ante o Cruzeiro como quem acabou de conquistar uma Copa do Mundo.

Entre cânticos de exaltação ao time, punhos cerrados e muita emoção no Maracanã, o Time de Guerreiros foi de novo celebrado.

Se o Tricolor fizer desta atuação de novo a sua marca, voltará a jogar para plateias colossais, ávidas por aplaudi-lo.

Pois é de emoções que se vive, como disse Guardiola. E este Flu maravilhoso de domingo nos fez lembrar por que gostamos tanto de futebol e por que amamos incondicionalmente a nossa bandeira.

Mais Fluminense, impossível!

***

Ave, Júlio César! Que defesa monstruosa aos 51, uma das mais difíceis da história do estádio.

Castilho assinaria.

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Este jovem time do Flu vem se entregando não é de hoje.

Vale lembrar os clássicos recentes contra Flamengo, Botafogo e Vasco, e até mesmo a estreia contra o Corinthians, em Itaquera, muito elogiada pela opinião pública.

Mas a de domingo, jogando com um a menos durante 80 minutos, foi monumental, de fazer o tricolor envergar sua camisa com um orgulho do tamanho da dedicação de seus atletas.

***

Parabéns à meninada do sub-20, campeã da Taça Rio, dentro de São Januário!

Leo Percovich, esse título é seu!

***

Valeu, Pedro! De cara, de barriga, o negócio é bola na rede!

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Clap! Clap! Clap! Clap! Clap! Clap! Clap! Clap! Clap! Clap! Clap! Clap! Clap! Clap!

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Fernando Reis - 27/04/2018 às 13h52
"Nem falo mais do Queens, porque esse é galo corrido de briga.
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Djacastro Guilherme • 12 horas atrás
Rei$ de pau$ não se mistura mais com a classe média.
Cansou da plebe e foi passear com seu Maserati pela Cote d'azur. ...
Qdo aparecer alguma nova negociata de jogador ele volta pra ver se abocanha umas migalhas pra pagar o caviar Beluga ..."
NÃO! Reis continua no mesmo lugar. O cafajeste, salafrário, picareta sem vergonha do censurador do blog do Garcez é que pratica um jornalismo marrom. Por isso não tem resposta no blog de quem os pilantras permitem os ataques.
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Fernando Reis - 25/04/2018 às 14h41
"Paulo C. Araújo - ES • 21 horas atrás
Eu fiz um comentário no qual discordava do título do post "Épico" para aquele jogo e aquela vitória sobre o Cruzeiro, e disse que nenhum torcedor tricolor quer ver jogos daquele tipo. Só isso, pois não não falei nos temas proibidos. .
Não estou querendo nem explicação mais, e só acho lamentável que um veículo de comunicação faça censura, e trate seus leitores e colaboradores com o desprezo. que se vê agora.

Como estou incomodado, e os incomodados que se mudem, então exijo que parem de mandar coisas escritas no blog para minha caixa postal, e fim de papo.
PCA


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João Garcez 1 Paulo C. Araújo - ES • 20 horas atrás
Moderação responde: Lamentamos o ocorrido, senhor Paulo. Seu comentário estava em nossa caixa de spam. Já está publicado agora. Obrigada e desculpe-me."
Sem dúvida, PCA. Censura pura, falta de imparcialidade na análise dos comentários e falta de respeito pela honra alheia. Isso virou o blog do Garcez com aquele(a) moderador(a). Têm que ser desmascarados.
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Fernando Reis - 23/04/2018 às 15h51
Fora do assunto:
Garcez (Terno & Censurinha), larga de cafajestagem porque já te comuniquei por escrito. O salafrário do moderador do seu blog continua permitindo citação ao meu nome, mesmo sem direito de defesa. Sujeito venal aquele.
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